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Livros, Não-ficção, Young Adult

Resenha: Vamos Juntas?, Babi Souza

Eu conhecia a página do movimento no Facebook, mas ler o livro não tinha passado pela minha cabeça até estar com ele em mãos. A leitura é bem rápida, coisa de um dia ou dois e mistura nas suas páginas a história da página Vamos Juntas?, a ideia de sororidade e explicações sobre o movimento feminista. Antes de começar o texto, um disclaimer: sim, me considero feminista e apoio o movimento. Ah, desculpa o textão.

VAMOS_JUNTASToda mulher já se sentiu insegura na hora de sair sozinha na rua. O risco de ser abordada, perseguida ou assediada é uma realidade. Mas, um dia, uma moça chamada Babi Souza teve uma ideia simples e revolucionária: da próxima vez em que você estiver sozinha, olhe para os lados. Pode ter outra mulher andando na mesma direção. Por que não vão juntas?
Logo, o movimento Vamos Juntas? conquistou moças em todo o Brasil, se tornando um símbolo de união feminina e feminismo, na defesa por direitos iguais entre homens e mulheres. Aos poucos, muitas mulheres mudaram sua forma de enxergar o dia a dia e a moça ao lado.
Além de dados sobre o feminismo, que mostram como ainda há tanto a ser conquistado, este guia traz relatos de mulheres que aprenderam, junto ao Vamos Juntas?, a enxergar companheiras umas nas outras. A se unir, ao invés de rivalizar.

Fonte: Skoob

O livro começa com Babi contando como nasceu o movimento. Ela, que trabalhava em agência de comunicação, foi esperta ao soltar a primeira imagem do Vamos Juntas? em seu perfil pessoal já com uma identidade visual, mas não tinha ideia das proporções que o movimento teria. Babi entra então na criação da página, como ela funciona e compartilha no livro histórias que ficou sabendo por lá, tanto de mulheres que sofreram algum tipo de violência como de mulheres que ajudaram umas as outras depois de conhecer o Vamos Juntas?.

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Biografia, Geek, Livros, Não-ficção

Resenha: Como Star Wars Conquistou o Universo, Chris Taylor

Ano passado eu decidi que estudaria como foi feito o Marketing de Star Wars para a pós-graduação. Foi então que descobri esse livro, que é quase uma biografia do mundo criado por George Lucas. Se já admirava o trabalho feito antes, agora que li sou ainda mais fã desse criador e acabei completamente apaixonada pelo mundo que criou e como os fãs cuidam dessas histórias.

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Por várias gerações, Star Wars tem arrastado fãs de todas as idades aos cinemas, às lojas de brinquedos, às livrarias — praticamente a todo lugar que se vai, Star Wars está presente como uma entidade maior do que os filmes da saga. É indiscutivelmente o maior fenômeno da cultura pop, tão abrangente em todos os sentidos que mesmo aqueles que não assistiram ao filme conhecem a figura de Darth Vader e a maior revelação da história criada pelo cineasta George Lucas.

Em um trabalho jornalístico surpreendente, Chris Taylor revela segredos que até o fã mais radical desconhecia, derruba e confirma antigos mitos e rumores sobre sua produção, e dá voz a todo mundo que foi relevante na criação de Star Wars como um todo, de aliados a desafetos de George Lucas. Porém, apesar de falar sobre Star Wars, o livro vai muito além: fala sobre cinema em geral, administração, gerenciamento de marca e até determinação pessoal.

Fonte: Skoob

A não ser que você tenha evitado o assunto, deve ter cruzado com alguma coisa de Star Wars no ano passado. Brindes em produtos, linhas especiais para lojas, até balde de pipoca. Tudo isso porque a série ia renascer em dezembro, com o início de (mais) uma nova trilogia e spin-offs. Star Wars estava, literalmente, em todos os cantos – e deve continuar a estar até que terminem todos os seis filmes esperados nessa nova fase (sim, seis!).

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Livros, Não-ficção

Resenha: Um sorriso ou dois, Frederico Elboni

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Descobri quem era Frederico Elboni, e o blog Entenda Os Homens, em um evento de mídias sociais num painel sobre como blogs podem ajudar novos autores. Isso foi antes da enxurrada de livros publicados por blogueiros e youtubers no último ano e o suficiente para me deixar curiosa sobre o material. Acabei caindo no blog antes do livro e descobri vários textos gostosos de ler. O livro é uma coletânea desses textos, ou seja, deixa qualquer fã do blog apaixonado pelo material.

Para Frederico Elboni, não existe certo ou errado quando os sentimentos estão em pauta. O que importa é encontrar harmonia e equilíbrio entre quem somos e o que fazemos; entre nossas ações e nossa perspectiva diante da vida. E, consciente de que mulheres trazem na bagagem alguns conflitos internos em relação ao mundo e aos homens – e haja conflito! –, esse jovem autor se dirige a elas: mulheres apaixonadas, decepcionadas, ingênuas, destemidas… Todas ansiosas por palavras que as façam abrir em seu rosto um lindo e incessante sorriso. Ou dois.

Fonte: Skoob

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Livros, Não-ficção

Resenha: Easy Riders, Raging Bulls – Como a geração sexo, drogas e rock’n’roll salvou Hollywood, Peter Biskind

Easy RidersDescobri Easy Riders, Raging Bulls durante a faculdade, quando tive que apresentar um trabalho sobre livros-reportagem. Tentei fugir dos temas mais recorrentes desse tipo de livro e encontrei esse que, a partir de entrevistas, conta muito sobre os bastidores do cinema nos Estados Unidos nos anos 60 e 70.

Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Steven Spielberg, Robert Altman – eles fazem parte da geração de cineastas que reescreveu o script da Hollywood dos anos 70, com filmes como Bonnie e Clyde, Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema e Taxi Driver, clássicos modernos que revolucionaram a maneira de conceber, produzir e fazer filmes.

Em Como a geração sexo drogas e rock’n’ roll salvou Hollywood, Peter Biskind recria aquela “década dos diretores”, um dos períodos mais excitantes da história do cinema, que tem início com o lançamento de Sem Destino, no final da década de 60, e termina com Touro Indomável e uma Beverly Hills marcada pelo consumo de cocaína, já nos anos 80.

Fonte: Skoob

Se algum dia você já se perguntou como surgiram os filmes Poderoso Chefão, Taxi Driver ou Exorcista, a resposta está nesse livro. Peter Biskind é jornalista e autor de outros livros que retratam o cinema americano e, nesse livro, percebemos que ele entende do que está falando. Ele escolhe um momento chave para retratar: a sociedade passava por mudanças e os filmes produzidos pelos grandes estúdios de Hollywood não mostravam o que o público queria ver. No entanto, novos diretores estavam surgindo e com eles, novas ideias e roteiros que conseguiram deixar os estúdios com menos poder de negociação. Só que essa década teve um porém. Essa geração ficou famosa por filmes de baixo orçamento, que colocaram sexo e drogas nas telas – o que refletiam o que acontecia fora das telas e também nos bastidores, mas esse mundo de exageros, festas e até um quê de irresponsabilidade, acabou por afetar a produção dos filmes e ser o declínio dos criadores de clássicos do cinema.

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