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Cass Maffei

Livros, Suspense, Young Adult

Resenha: Garota Desaparecida, Sophie McKenzie

A história criada por McKenzie mostra como pequenos acontecimentos podem mudar nossas vidas. Quem nunca teve que se descrever para algum motivo? Seja na escola, num perfil na internet ou em qualquer outro lugar. É raro não ficarmos em dúvida do que colocar, mas Lauren tem motivos extras para isso.

Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge para tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.
Fonte: Skoob

O que eu mais gostei nessa história é como os fatos começam. Lauren está escrevendo uma redação para a escola sobre quem é, e, por acaso, resolve pesquisar seu nome em uma site de crianças desaparecidas. Sua mãe adotiva, apesar de ser clara sobre a adoção, não quer contar mais detalhes para a protagonista, o que desencadeia toda a história de descobrir por ela mesma seu passado.

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Livros, Romance, Young Adult

Resenha: Novembro, 9, Colleen Hoover

O que faz um beijo valer um livro? Essa é a pergunta que aparece nas primeiras páginas de Novembro, 9, e dá a direção para o desenvolvimento da história. O que faz os romances literários melhores (ou piores) que os reais? O que a gente ama num livro, mas sairia correndo se estivesse vivendo?

novembro9Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos? Skoob

Fallon conhece Ben em uma situação inusitada: em um almoço com seu pai, quando as coisas não vão nada bem, Ben, que estava na mesa ao lado, decide sentar ao lado dela e fingir ser seu namorado. O dia? 9 de novembro. Mas esse dia também não é uma data qualquer. Além de Fallon estar de mudança para Nova York naquela noite, foi quando, alguns anos antes, ela estava na casa de seu pai, durante um incêndio.

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Filmes, Harry Potter

O que esperar de Animais Fantásticos e Onde Habitam

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Finalmente Animais Fantásticos e Onde Habitam chegou aos cinemas. Essa é uma ótima adição ao universo criado por Rowling, e adição é a palavra chave para entender essa nova série de filmes. Dá até pra dizer que Harry Potter está seguindo o caminho de outras histórias de sucesso duradouro, como Star Wars e Doctor Who, expandindo personagens e eras e criando uma narrativa de infinitas possibilidades.

Animais Fantásticos e Onde Habitam conta a história de Newt Scamander (Eddie Redmayne), enquanto fazia as pesquisas que resultaram no livro homônimo, lançado como um extra de Harry Potter em 2001. Se o livro é uma pequena enciclopédia sobre as criaturas fantásticas do universo mágico, o filme nos leva a Nova York, na década de 20 e conta sobre um período diferente, com personagens novos, alguns nomes conhecidos e amplia a história. Em Harry Potter tivemos Hogwarts e aventuras de adolescentes, em Animais temos adultos, romance, ainda mais conflitos políticos e a sociedade bruxa dos Estados Unidos.

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Seriados

5 motivos para assistir The Crown

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O plano para o feriado era ler, e até li um pouco, mas resolvi descobrir se The Crown, série que estreou no último dia 04 na Netflix sobre a Rainha Elizabeth II, era uma produção boa para acompanhar e o resultado foi: adeus qualquer outra coisa. Não consegui largar e, agora que terminei, estou aqui escrevendo sobre.

A série, que tem dez episódios nessa primeira temporada, começa a história da monarca em seu casamento. Passamos por sua coroação e os primeiros anos de reinado, quando Winston Churchill era o Primeiro Ministro britânico. Saiba porque essa é uma produção para não ignorar:

  1. O enredo é envolvente. É uma história baseada na realidade, com pessoas que conhecemos, mas que traz um lado novo. Essa é uma Rainha de 25 anos, recém-casada, nos anos 50. É outro mundo e o roteiro nos leva para dentro dele, dosando muito bem o lado histórico e o lado humano, o que torna as personagens relacionáveis.
  2. Matt Smith e Claire Foy estão muito bem nos papéis de Príncipe Philip e Rainha Elizabeth. Eles são responsáveis por muito da humanização da história. É tão envolvente o enredo deles como casal na série que me peguei torcendo para o sucesso do casamento. Até esqueci que a história é real e eu já sei o que acontece com ela no futuro.
  3. O restante do elenco também foi muito bem selecionado. Quando o elenco funciona com os papeis, filmes e séries nos transportam para seus mundos assim como livros e é exatamente o que acontece aqui. John Lithgow como Winston Churchill chega a dar uma agonia de tão verídico.
  4. Os detalhes da produção. Cada detalhe de cenário, figurino e iluminação parece ter sido levado em conta e, no fim, ajudaram a compor o resultado final. Essa foi a série mais cara da Netflix e muito desse valor é justificado na produção. O The Guardian divulgou algumas fotos feitas nos bastidores das gravações. Vale a pena conferir para conhecer um pouco mais da estrutura montada para a série.
  5. Curiosidades históricas. Eu sei que boa parte do que é contado é ficção, os diálogos são fictícios e boa parte é algo que nunca ocorreu, mas tem também muita coisa baseada em história e é sempre bom conhecer mais.

Os episódios de The Crown são um pouco mais longos do que a maioria das séries, duram 60 minutos cada, mas a gente assiste e nem percebe. A especulação é que a série tenha até 6 temporadas, mas o que já se sabe até o momento é que, para a terceira, o elenco todo deve mudar para retratar anos mais recentes na vida da família da Rainha. The Crown deve continuar com orçamentos altos, o que diz que a qualidade do que vem por ai vai ser tão boa quanto o que temos hoje. Se você curte história, a família real, a Inglaterra ou séries que retratem o passado, corre. Essa produção é um combo com esses e mais.

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Filmes, Geek

5 motivos para você assistir Dr. Strange

O novo longa da Marvel estreou essa semana aqui no Brasil. Dr. Strange traz novos personagens e novos ares para o universo dos super heróis no cinema, que, convenhamos, anda bem movimentado – este é o terceiro lançamento da Marvel de 2016 (contamos Deadpool, mesmo ele não sendo parte, exatamente, desse universo conectado dos filmes). Se a gente for considerar os longas da DC Comics, então, dá até pra falar que tem coisa demais. Mas as produções são boas, os elencos são bons, as histórias envolventes e acompanhar o crescimento do universo fictício continua divertido, então já fomos conferir o lançamento e separamos aqui 5 motivos para você não pular esse filme.

  1. Apesar de ser mais um filme de super heróis, ele é diferente dos demais. Não tem uma identidade secreta, não tem, exatamente, super poderes, não é resultado de um experimento científico (que deu certo ou não) e não precisa de uma armadura.
  2. A trama também é diferente. Sim, temos um vilão e assistimos o nascer de um herói, mas ao invés de uma guerra, semi-deuses ou aliens, aqui temos uma imersão em outras dimensões, espiritualidade e magia.
  3. Os efeitos especiais estão muito bons. No trailer já dá para ter uma ideia e o filme todo usou muitos efeitos. Além dos efeitos de ação, os cenários criados também estão incríveis. Pessoalmente, já estou esperando, no mínimo, uma indicação ao Oscar nessa categoria.
  4. É uma história nova para o universo. Acompanhamos o nascer de alguns heróis, como Capitão América, Homem de Ferro e Thor, e como surgiram os Vingadores. Esse pessoal já está com filmes e sequências e, podemos imaginar, chegando ao fim de suas narrativas no universo. Dr. Strange vem com cara de novidade, ampliando a gama de personagens e abrindo as portas para o futuro dos filmes da Marvel.
  5. O elenco. Acho que um dos méritos da Marvel na construção dos filmes foi a escolha certeira (da maioria) dos atores. Com esse não é diferente.

Quem já foi assistir? Quem ainda vai? Não esqueçam de esperar a cena pós-créditos! 😉

Pra quem ainda não se convenceu, confere o trailer:

auto-ajuda, Livros

Resenha: O Guia do Guru Preguiçoso, Laurence Shorter

Quando vi o título desse livro, fiquei super curiosa para saber que tipo de história seria. Quando peguei o livro, adorei como ele foi escrito. Quando li, gostei bastante do que encontrei.

guiadogurupreguicosoUm divertido guia ilustrado que vai ajudá-lo a se auto aperfeiçoar de maneira inspiradora, consciente e sem esforço

O conceito de “ser preguiçoso” foi criado há milhares de anos pelas religiões e filosofias do Extremo Oriente. É o que os sábios chineses chamam de WU-WEI: uma maneira natural de ser, um estado de fluxo em que o corpo está relaxado e a atenção está focada. Apresentando uma série de atividades simples e rápidas, Laurence Shorter mostra que ser preguiçoso pode ser o segredo de uma vida plena, feliz e até mesmo mais produtiva. Com ilustrações inteligentes e divertidas, este livro vai ajudá-lo a encontrar o seu ritmo sem precisar de anos de meditação ou terapia. Fonte: Skoob

Qualquer pessoa que me fale que ser preguiçoso é algo considerado natural por sábios chineses já me ganha. Amo ter dias que tiro para fazer absolutamente nada, ficar jogada no sofá e ir vivendo sem planos. Mas esse livro vai além de ser um guia do que fazer com preguiça.

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Literatura Brasileira, Livros, Romance

Resenha: Como tatuagem, Walter Tierno

Como tatuagem me atraiu por conta do título. Adoro tatuagens, histórias de tatuagens e pessoas tatuadas. A sinopse me chamou a atenção, apesar de me deixar com a impressão de saber como seria o fim. Tierno conseguiu uma façanha, na verdade: criou dois personagens com personalidades muito difíceis de gostar, uma história que dava pra imaginar onde chegaria e, ainda assim, me surpreendeu e me deixou presa à leitura. Acertei algumas coisas e errei outras, mas considerando tudo, gostei do resultado!

comotatuagemArtur é um cara rico, superficial e egoísta. Bonito e popular entre as mulheres, não tem o menor respeito por elas — sua vida amorosa se resume a colecionar parceiras na cama. Essa rotina de prazeres e privilégios é interrompida quando ele sofre um grave acidente de carro. Para ajudá-lo a se recuperar, sua mãe contrata a fisioterapeuta Lúcia.
Desde criança, Lúcia sofre o preconceito que persegue os portadores de vitiligo. Sua mãe sempre esteve presente para apoiá-la e fazê-la enfrentar os obstáculos que a vida lhe impõe. De temperamento doce, porém decidido, Lúcia tem uma consciência peculiar e aguda sobre o mundo. Mas, quando se vê sem o amparo materno, suas certezas desabam.
O encontro de duas pessoas tão diferentes vai gerar muito atrito, mas com o tempo Lúcia e Artur vão descobrir algumas das infinitas facetas do amor e, entre conquistas, medos, perdas e paixões, verão suas vidas transformadas para sempre.

Fonte: Skoob

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Chick-lit, Livros

Resenha: Garotas de vestido branco, Jennifer Close

Garotas de vestido branco narra a vida de várias amigas em seus 20 e poucos anos. Poderia ser a história de basicamente qualquer jovem mulher (até homem, ouso dizer) e isso é, ao mesmo tempo, um dos pontos positivos e negativos do livro.

garotas-de-vestido-brancoIsabella, Mary e Lauren sentem que todos os seus amigos estão se casando. Domingo após domingo, chá de panela após chá de panela, elas admiram presentes, recolhem fitas e papéis de embrulho e comem sanduíches e cupcakes enquanto usam vestidos em tons suaves e bebem champanhe. Mas, em meio a tanta comemoração, essas mulheres têm a própria vida para enfrentar. Com um senso de humor carregado, Jennifer Close nos faz reviver os tempos de emoção, desconcerto e “o que diabos estou fazendo com a minha vida?” do início da idade adulta. Passando por péssimos encontros familiares, viagens desastrosas e relacionamentos arruinados pela política ao mesmo tempo que outros começam em pet shops, Garotas de vestidos brancos nos leva para dentro de um círculo de amizade que, com perfeição, reúne alegrias e frustrações da vida moderna.
Fonte: Skoob

A narrativa começa com Isabella lembrando o casamento da irmã mais velha, que aconteceu alguns anos antes. A história então pula para o dia que decide mudar-se para Nova York, e ai temos a primeira ideia de como será a narrativa. Jennifer Close opta por uma narrativa não linear, o que torna as coisas dinâmicas (super bem utilizado para uma história sobre pessoas comuns), mas também um pouco confusas (Quem ia casar mesmo? Mas esse filho nasceu ontem, com quantos anos ele está?)

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Curitiba Lê, Evento

Precisamos falar sobre Gregorio

Gregorio Duvivier Curitiba

Foi no Porta dos Fundos que conheci o Gregorio Duvivier, mas foi nessa semana, num bate-papo sobre literatura que Gregorio me encantou. A ponto de roubar o título de um de seus textos mais famosos (e possivelmente o mais polêmico, pelo menos dos últimos meses) e vir aqui basicamente falar sobre ele.

Gregorio veio conversar sobre escrita e, enquanto citava sílabas, rimas, metáforas e poesias, me fez lembrar que literatura é arte, expressa sentimentos e até nos deixa mais empáticos. Foi incrível presenciar essa conversa e lembrar, quase 10 anos depois, de coisas que só ouvi na escola e que com o tempo esqueci.

Essa coisa de criar histórias, diálogos e escrever roteiros é algo que todos os dias passam pelas nossas mãos. Um blog literário te propicia ler de tudo e volta e meia, acabamos hipnotizados por alguns enredos e personagens que nem lembramos de alguns detalhes que enriquecem livros. Muitas vezes acabamos, por vontade de abraçar toda a literatura, priorizando a quantidade e não a qualidade das leituras. Ler, infelizmente, é um hábito que também cai na rotina.

Falamos também sobre literatura por si só e foi um alívio para a alma ouvir de mais alguém que livros por si já tem um papel importante, que nem todas as histórias precisam ser cheias de reflexões e aprendizados. Que livros não precisam mudar o mundo – mudando algo nas pessoas já está bom demais.

A Esc. Escola da Escrita fez um evento de qualidade e que fazem falta no mundo literário. Falar sobre literatura, e técnicas de escrita faz um bem danado. Tanto que vim aqui fazer um texto quase sem sentido, de tanto que gostei. Quem aqui frequenta esses eventos? Do que vocês mais gostam em literatura?

 

Infantil, Infanto Juvenil, Livros

Resenha: George, Alex Gino

George é o tipo de livro que me motiva a ter um blog sobre livros. Acho que isso já resume bem o que eu achei. É o primeiro livro com um protagonista transgênero direcionado para o público infantil/infantojuvenil feito no Brasil. É um livro para crianças, importante notar, então antes de começar a leitura a gente precisa lembrar como era ser criança.

George, Alex GinoSeja quem você é. Quando as pessoas olham para George, acham que veem um menino. Mas ela sabe que não é um menino. Sabe que é menina. George acha que terá que guardar esse segredo para sempre: ser uma menina presa em um corpo de menino. Até que sua professora anuncia que a turma irá encenar “A teia de Charlotte”, e George quer muito ser Charlotte, a aranha e protagonista da peça. Mas a professora diz que ela nem pode tentar o papel porque… é um menino. Com a ajuda de Kelly, sua melhor amiga, George elabora um plano. E depois que executá-lo todos saberão que ela pode ser Charlotte — e entenderão quem ela é de verdade também.

Peguei esse livro com a Galera Junior por pura curiosidade de como a história se desenvolve. Não faço parte da comunidade LGBT, mas isso não me impede de simpatizar com a causa e ficar feliz de ver um livro com a temática voltado para crianças. Como alguém que vê de fora, fiquei bem feliz com o resultado desse livro.

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