Filmes

La La Land – É tudo isso mesmo?

Era julho quando descobri esse filme e comecei a contar os dias para assistir no cinema. Entre trailers e teasers, mal podia esperar para mais um filme com Emma Stone e Ryan Gosling e um novo musical com uma vibe jazz e com estilo nostálgico. Não tinha ouvido críticas negativas, mas o sucesso de La La Land no Golden Globes me pegou de surpresa: 7 indicações e 7 prêmios. Seria o filme melhor do que eu já imaginava?

La La Land é o tipo de filme que te deixa com um sorriso no rosto durante (quase) o filme todo. Que começa com um número musical animado, muitas cores. Conhecemos então Mia (Emma Stone), que sonha em ser atriz e trabalha num café num estúdio de filmagens enquanto não consegue seu grande papel, e Sebastian (Ryan Gosling), pianista que sonha em abrir o próprio clube de jazz, no estilo “clássico”.

La La Land é, em sua essência, um filme sobre sonhos, sobre a indústria do cinema, sobre suas dificuldades, mas também sobre sua magia. É impossível não se encantar com estúdios de filmagens e a possibilidade de glamour que esse mundo oferece. É nesse clima que o roteiro nos leva pelas duas horas do longa.

Dos prêmios do Golden Globes, La La Land foi escolhido Melhor Filme – Comédia ou Musical. Também levou os prêmios de melhor diretor e roteiro para Damien Chazelle. Apesar de ter achado o roteiro não tão sensacional, na parte de direção Damien utiliza sequências longas e sem cortes nas cenas musicais, dá dinamismo a esse estilo, utiliza pausas, cores e diferentes velocidades e ângulos para contar a história.

Justin Hurwitz ficou com o prêmio de melhor trilha sonora (que você pode dar play no spotify e se deliciar) e City of Stars ainda levou prêmio de melhor música. Para fechar as premiações, Emma e Ryan levaram os prêmios de melhor ator e atriz num musical ou comédia.

Mas o que tudo isso significa?

La La Land é um presente para o cinema em 2016/17. É um filme cheio de cores e ritmos, que combinou música, boa atuação, nostalgia, a magia do cinema e criou algo gostoso de assistir. Não é um filme “carrancudo”, como muitos dos premiados costumam ser.

Não é dramático, não é biográfico, não é sobre alguém, mas é também sobre nós. Sobre nossos sonhos, sobre abrir mão de sonhos, sobre pensar em desistir, sobre encontros e desencontros. La La Land tem uma doçura rara em uma história simples, cotidiana.

Não é um roteiro genial, nem uma história brilhante. La La Land também tem muitos defeitos (se for colocar na ponta do lápis, talvez tantos defeitos quanto qualidades), mas é um conjunto de figurinos, coreografias, ritmos e sentimentos que deu certo, muito certo.

Previous Post Next Post

No Comments

Leave a Reply